sexta-feira, 29 de março de 2013

A história (parte II)

Depois daquela ida à loja de música, e da minha pouca dedicação à aprendizagem do dito instrumento (que apresento na imagem que acompanha este post), como eu disse, aos 26 anos e no meio dos anos de faculdade, chegou uma altura em que o momento parecia apropriado para mudar de posição face à viola. 

Eram tempos em que o que me apetecia era crescer de alguma forma que não conseguia descortinar, e tinha a viola ali, a olhar-me, a pedir-me para lhe fazer companhia, para a dominar.
Dominar foi algo que nunca consegui fazer como outros amigos que a abraçaram como companheira inseparável. Mas comecei a tentar descobrir alguns segredos dela. 

A pessoa com quem partilhava os meus dias, naquela altura, dividia a casa com uma rapariga que estava a passar por um processo similar, e queria muito aprender a tocar guitarra. Mas a dedicação que emprestei a esse objectivo era muito maior, e a vontade de aprender a tocar as canções daqueles que eu admirava tornou-se demasiado forte. E assim tudo pôde, finalmente, começar. O caminho até aprender a perceber aquela guitarra podia começar mais a sério.

Entre impressões de sites com tablaturas, letras de canções, e horas que foram passando, fui-me apercebendo que tocar guitarra dependia apenas de mim.
E fui aprendendo, errando, corrigindo e fui crescendo. Mas algo faltava. Algo que eu queria mesmo conseguir fazer.
Eu queria compor na viola. Eu queria exprimir-me mais e melhor, e se fosse apenas permanecendo nas canções dos outros, eu não ia conseguir atingir essa realização.
A guitarra era uma amiga que me pedia mais e mais horas, e mais e mais capacidade de expressão...

Até que um dia, tudo mudou. Aos 27 anos, e um ano após ter pegado nela, algo surgiu...
Mas isso, não é para agora... É para a próxima vez, quando partilhar convosco o capítulo que mudou tudo no meu mundo e nas minhas vontades...
Até lá!

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